
"... se eu morrer hoje, morre comigo um certo modo de ver,
disse um poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.
O diabo é que de tanto ver,a gente banaliza o olhar.
Vê não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que vê todo o dia.
Parece fácil, mas não é.
O que nos cerca, o que nos é familiar,já não desperta curiosidade. O campo visual de nossa rotina é como um
vazio...
Mas, sempre há o que ver. E nós vemos?
Uma criança vê o que o adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que de tão visto
ninguém vê..."
(RESENDE,1992)
Dossiê de Inclusão
Já se sabe: não basta colocar os alunos com necessidades especiais na escola regular; é preciso que esta escola,através de recursos e da sua organização, possa responder às necessidades educacionais que cada aluno apresenta.
Quando os primeiros alunos com deficiência chegaram às escolas regulares,o apoio era concebido de forma individualizada. Professores retiravam estes alunos da sala de aula e o atendiam em salas de apoio.Era como se a responsabilidade pela educação destes alunos continuasse a não pertencer à escola, nem ao professor do ensino regular.
Posteriormente, evolui-se para um modelo centrado no professor. Os professores especializados trabalhavam preferencialmente com seus colegas no ensino regular, de forma a os apoiar na seleção de estratégias e objetivos adequados à diversidade de situações que atendiam.
Atualmente, é cada vez mais comum pensar-se que o problema de atender um aluno com necessidades especiais educacionais não deve ser focalizado nem só no aluno, nem só no seu(s) professor(es) é um problema de toda a escola..
E porquê de toda a escola? Porque esta, com seu grupo de professores, organização e recursos terá mais facildade em encontrar, no seu conjunto as soluções que respondam às necessidade do aluno.
(Texto extraído da Revista: Inclusão-Revista da Educação Especial,v.4,n1,p.36David Rodrigues*)
*Doutor em ciências da Motricidade Humana na Área de Educação Especial e Reabilitação ,professor da Universidade Técnica de Lisboa
Falar de Educação Especial implica em pensar e repensar a prática docente.
É necessário entendermos que para nos aprofundarmos neste tema atualmente tão discutido pela mídia e também polêmico. É importante conhecermos algumas Leis da Educação Inclusiva no Brasil

Juntos aprendemos mais...
Unidade 1 - Retrospectiva Histórica da Educação Especial
A Interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais está nos despertando para a questão do preconceito, em sala de aula. Sabe-se que mesmo depois de 18 anos da promulgação da constituição,que prevê "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola", alguns professores e equipes diretivas acreditam que estudantes com deficiências não conseguem (ou não podem) aprender e, em classe regulares, devem apenas brincar para passar o tempo.
Além de enfrentar a pressão dos colegas, da família dos alunos, muitos de nós temos de aprender a lidar com o nosso próprio preconceito.
Se a inclusão é garantida por lei, então ai está a enorme importância desta Interdisciplina, que nos garante conhecer com mais profundidade este tema tão complexo e atual em nossas vidas.
A intolerância é assimilada e fomentada pela sociedade,muitas vezes resistentes as diferenças. Acredito que um dos primeiros passos para combater esta intolerância é aceitar que ela existe.
Na Escola em que trabalho há alguns casos de alunos com necessidades especiais. Uma menininha com uma pequena deficiência física, relatou que ao entrar na escola, os outros colegas a olham como se tivesse uma doença contagiosa e alguns não conseguem interagir com a menina.
Chora quase todos os dias.Não consegue forças para lutar. Há medo em seu olhar.
Os professores tentam a ajudar,mas a própria família a exclui de suas atividades familiares.
É necessário compreender que a inclusão ensina a tolerância para todos nós,que estamos diretamente ligados a escola.
A partir disto,começo a compreender por que os especialistas colocam que " a inclusão é uma revolução silenciosa"
Alguns anos atrás, um menino com uma deficiência física grave no rosto. Para entrar na escola, teve como a maior resistência a própria família ,que num misto de medo da rejeição com proteção queriam "poupar" o filho das humilhações que ele iria sofrer.Com muitas conversas conseguimos convencer a família que o deixasse estudar em nossa escola,onde seria bem recebido. Realizamos um trabalho sério com os colegas de turma e os demais alunos.
É correto colocar que entre as crianças, o preconceito é bem menor.O menino ingressou na escola e este tinha( formou-se no Ensino Fundamental) uma auto-estima elevadíssima e sua deficiência o transformou em lutador e assim conquistou a todos dentro da escola, professores colegas,funcionários e comunidade.
Hoje assim como naqueles anos, o menino nos enche de orgulho e alegrias.
É preciso entender que escola não é lugar de sofrimento,de humilhações.Esta colocação não se trata de mais um bordão pedagógico e sim de uma consciência de educador.
Por isso nós professores, funcionários e direções precisamos urgentemente adotar posturas conscientes e coerentes com o nosso papel no contexto escolar.
Como podemos saber até onde vão as possibilidades de aprendizado de quem tem alguma necessidade especial?
Só abrindo as portas de nossas escolas e de nossos corações é que vamos saber!!!
Comments (5)
Daniela said
at 8:08 am on Apr 13, 2009
Bom dia Patricia,
Destacas no texto acima importantes questões em relação a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas salas de aula do ensino comum. No entanto senti falta de 'você' no texto, explico melhor, o que você pensa sobre essas questões destacadas acima? Acho que a reflexão crítica acerca do material disponibilizado na interdisciplina e em outras fontes de pesquisa é favorecedora a todo e qualquer aprendizado. Obs: Não consegui visualizar as imagens que anexas.
Uma ótima semana.
Abçs,
Daniela
Rita Freiberger said
at 10:18 pm on Apr 13, 2009
Interessantes os relatos referentes aos casos de alunos com necessidades especiais em tua escola. Concordo com você e os especialistas: " a inclusão é uma revolução silenciosa". Um abraço, Rita
Daniela said
at 11:41 am on May 9, 2009
Cara Patricia,
Dando continuidade a leitura de teu dossiê trago as seguintes questões para serem pensadas: Por que a inclusão de pessoas com deficiência é um 'problema' de toda a escola? Lembro que ao utilizarmos um texto de qualquer fonte, na íntegra ou parcialmente é preciso citar as referências de forma completa. Por exemplo: qual parte do texto foi extraído da Revista Inclusão do MEC? Quem é o autor do texto, ano e página? Se a citação for literal você deve indicar utilizando itálico e o texto deve vir entre aspas (até três linhas), se for um texto maior que três linhas deve vir com recuo especial, em letras menores e espaço simples. Fiz um questionamento so bre a escolha do Decreto que você ainda não respondeu. Sugiro indicar também outras legislações importantes como a Política Nacional de Educação Especial a Perspectiva Inclusiva.
Bom trabalho.
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 12:36 pm on Jun 20, 2009
Cara Patricia,
Você realizou todas as tarefas solicitadas e outras mais. Excelente trabalho! Você pode encaminhar seu dossiê para as conclusões.
Um ótimo final de semana.
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 6:29 pm on Jul 12, 2009
Cara Patricia!
Excelente trabalho! Você evidenciou na construção de seu dossiê a apropriação das leitura feitas, bem como a relação entre a teoria e a prática. Parabéns!
Abçs,
Daniel
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